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Meu perfil BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Arte e cultura, Livros, cinema MSN - marcinha_ferreiraortega@hotmail.com |
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Créditos:

hoje vou postar um textinho, que eu gosto muito!
Recordações
Era um dia como outro qualquer, a luz da janela iluminou seu rosto. Ela imidiatamente despertou, olhou o relógio que estava na cabeceira da cama. estava atrasada, levantou-se, foi em direção do banheiro para se arrumar e nao se deu conta que era domingo. Com aquela pressa alucinante, caracteristica de quem habita São Paulo, todos os dias. se enfiou no chveiro, tomou um rápido banho para poder encarar os desafios do dia que se iniciava, se enfiou dentro de uma roupa daquelas desconfortáveis de todos os dias e era nessa hora que detestava ter escolhido ser executiva. deveria ter optado por filosofia, essa frase sempre povoava sua cabeça. Mas apesar das dúvidas juvenis, era muito boa naquilo que fazia. engoliu um café morno que estava na garrafa térmica, nem olhou o jornal na soleira da porta quando desceu as escadas. Ao sair deu de cara com o visinho lavando o carro, Férias é disso que preciso, pensava ela. Fazia um belo dia, um céu de brigadeiro, como diziam os mais velhos, ligou seu carro e nem se deu conta que naquele dia não havia o transito alucinado de todos os dias. Parou no farol e viu um menino com seus malabares e então lembrou de quando era criança e de como apanhou para conseguir fazer malabares com suas duas laranjas emprovisadas. lemboru de seus pais, a mãe havia morido ha alguns anos e o pai... bom, eles não se davam muito bem, mas ela precisava ligar, já fazia quase um ano desde a última vez mas então lembrou que "hoje" era um dia daqueles, várias reuniões, almoço com o vice-presidente da empresa. sem contar da festa de noivado da sua melhor amiga no fim da tarde, tinha que ir ao cabelereiro! Não, hoje não vai dar, amanhã eu ligo, juro!
Percorrido aquele caminho, que a quase cinco anos fazia todos os santos dias, lembrou-se de quanto tempo fazia que ela não se reunia com os amigos da época da faculdade, pra tomar uma cerveja e fumar um cigarro, jogar conversa fora e "filosofar" um pouquinho. Por volta das nove chegou ao local de trabalho,eram tantas lembranças que nem se deu conta do caminho percorrido, o caminho infernal de todos os dias, hoje fora leve e macio. O porteiro ao ve-la esclamou um bom dia meio de lado, "a senhora hoje aqui?" disse ele um pouco desconfiado. Ela ja respondeu correndo como sempre, Tenho um dia daqueles! Mas hoje é domingo! respondeu ele, com uma risadinha meio sacana. Domingo? tem certeza? respondeu ela com vergonha de si mesma. ele mostrou o jornal pra ela, e lá estava, domigo dia primeiro de agosto. Ela riu de si mesma! não se deu o trabalho nem de se despedir, virou as costas e por um breve momento lembrou que hoje talvez daria para fazer tudo aquilo que tinha pensado em fazer. Ligar pro pai, quem sabe um almoço e no fim da tarde um chopp com a turma da facul, só dois telefonemas e tudo poderia sair do plano para a ação.
Então entrou no carro, tirou os sapatos e jogou a pasta no banco ao lado, parou na primeira padaria que encontrou, tomou um belo café da manhã e voltou para casa, abriu a porta e tudo estava lá, no mesmo lugar, como havia deixado. largou tudo no chão, ligou o som com aquele cantor favorito, no fundo a música "as vezes o silêncio tapa os buracos... pro amor prosseguir intacto..." se jogou na cama e pensou, amanhã eu ligo, juro!